sexta-feira, 11 de maio de 2012

Literatura de cordel



O que é e origem 
literatura de cordel é uma espécie de poesia popular que é impressa e divulgada em folhetos ilustrados com o processo de xilogravura. Também são utilizadas desenhos e clichês zincografados. Ganhou este nome, pois, em Portugal, eram expostos ao povo amarrados em cordões, estendidos em pequenas lojas de mercados populares ou até mesmo nas ruas.
Chegada ao Brasil 
A literatura de cordel chegou ao Brasil no século XVIII, através dos portugueses. Aos poucos, foi se tornando cada vez mais popular. Nos dias de hoje, podemos encontrar este tipo de literatura, principalmente na região Nordeste do Brasil. Ainda são vendidos em lonas ou malas estendidas em feiras populares.

De custo baixo, geralmente estes pequenos livros são vendidos pelos próprios autores. Fazem grande sucesso em estados como Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba e Bahia. Este sucesso ocorre em função do preço baixo, do tom humorístico de muitos deles e também por retratarem fatos da vida cotidiana da cidade ou da região. Os principais assuntos retratados nos livretos são: festas, política, secas, disputas, brigas, milagres, vida dos cangaceiros, atos de heroísmo, milagres, morte de personalidades etc.

Em algumas situações, estes poemas são acompanhados de violas e recitados em praças com a presença do público. 
Um dos poetas da literatura de cordel que fez mais sucesso até hoje foi Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Acredita-se que ele tenha escrito mais de mil folhetos. Mais recentes, podemos citar os poetas José Alves Sobrinho, Homero do Rego Barros, Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva), Téo Azevedo. Zé Melancia, Zé Vicente, José Pacheco da Rosa, Gonçalo Ferreira da Silva, Chico Traíra, João de Cristo Rei e Ignácio da Catingueira.

Vários escritores nordestinos foram influenciados pela literatura de cordel. Dentre eles podemos citar: João Cabral de Melo, Ariano Suassuna, José Lins do Rego e Guimarães Rosa.
Literatura Oral 
Faz parte da literatura oral os mitos, lendas, contos e provérbios que são transmitidos oralmente de geração para geração. Geralmente, não se conhece os autores reais deste tipo de literatura e, acredita-se, que muitas destas estórias são modificadas com o passar do tempo. Muitas vezes, encontramos o mesmo conto ou lenda com características diferentes em regiões diferentes do Brasil. A literatura oral é considerada uma importante fonte de memória popular e revela o imaginário do tempo e espaço onde foi criada.

Muitos historiadores e antropólogos estudam este tipo de literatura com o objetivo de buscarem informações preciosas sobre a cultura e a história de uma época. Em meio a ficção, resgata-se dados sobre vestimentas, crenças, comportamentos, objetos, linguagem, arquitetura etc.

Podemos considerar como sendo literatura oral os cantos, encenações e textos populares que são representados nos folguedos.

Exemplos de mitos, lendas e folclore brasileiro: saci-pererêcurupiraboto cor de rosa, caipora, Iara, boitatá,
lobisomem, mula-sem-cabeça, negrinho do pastoreio.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A Publicidade e o consumo infantil.....



A Publicidade e o Consumo Infantil.

O jogo de sedução
A publicidade explora aquilo que de mais frágil há em nós. Por quê, então, tamanho interesse no mundo infantil? Já podemos supor que haja nas crianças uma fragilidade ainda maior, em relação ao mundo adulto. Mas pondero que a fragilidade não é só das crianças. Brevemente, informando que 80% das compras domésticas passam diretamente pela vontade da criança, pondero que há nos pais também grande fragilidade. De contato com as crianças, de conhecimento sobre o que se passa no mundo infantil, de autoridade. Houve uma completa inversão de posições. Quem manda são os pequenos. Está nessas fragilidades o principal interesse das corporações. Seduzindo as crianças há uma enorme possibilidade de “reter na fonte” o salário dos pais. Há muito menos barreiras. Tanto na própria psique infantil quanto na relação destas com os pais.
Vimos anteriormente que a publicidade seduz, explora os mais primários desejos de nosso inconsciente. Mas, se for assim, por que nas crianças haveria maior vulnerabilidade? As crianças não dispõem do leque de possibilidades existenciais que os adultos dispõem. Para elas, é muito mais difícil visualizar o rol de possibilidades que estão à sua escolha, e acaba refém daquela que se apresenta no seu dia-a-dia e no cotidiano de seus colegas, justamente através do discurso publicitário. As necessidades grandemente exploradas no mundo infantil são a do pertencimento e da identidade. Ambas fundantes da vida em sociedade. Pois não há sociedade sem união de pessoas em grupos e não há sociedade em que não seja possível reconhecer-se como indivíduo perante o outro.

fonte:

http://luz.cpflcultura.com.br/11

Para reflexão sobre o consumo infantil....

Para  assistir o vídeo , posidione o cursor no link abaixo

http://www.youtube.com/watch?v=ifL5YOg3t-Q

Manipulação...


A Mídia  manipula a criança..... e não podemos deixar que o SER seja substituído pelo TER...


http://www.portaldasideias.org/a-crianca-e-o-consumo-consumismo-infantil-parte-01/

Consumismo Infantil: Como lidar com este invasor?


Vivenciamos hoje crianças que conhecem mais do que qualquer adulto as melhores marcas, que brigam choram e fazem chantagem emocional com seus pais para conseguir aquele brinquedo que ainda nem foi lançado, mas que já está sendo vendido na internet. 
A mídia entra em nossa casa sem pedir licença e contamina a garotada.
De acordo com estudos, bastam trinta segundos para uma marca influenciar uma criança. É exatamente por conta dessa facilidade, que a publicidade vem caprichando para acertar os seus pequeninos alvos.
Saber a marca do celular que ele quer, ou o nome da boneca que acabou de ser lançada, é mais fácil do que distinguir o tipo de legumes, frutas ou animais que moram no campo.  
Alguns pais colaboram, adquirindo os produtos sem necessidade real, fazendo com que seus filhos cresçam percebendo que o certo é ter uma roupa de marca e estar sempre fazendo parte da moda.A família que não sabe dizer não mediante a influencia da propaganda, está diante de um grande problema. O consumo está se tornando uma doença a ponto de presenciarmos famílias que não tem o que comer, mas tem telefone celular, computador, carro, enfim... É uma situação muito complicada. A criança não nasce consumidora, ela simplesmente vai adquirindo hábitos através das informações obtidas pela mídia e acatada pela família.
A mídia é um fator importantíssimo na construção da subjetividade, da própria identidade e dos valores pessoais. O problema é lutar contra quem está presente diariamente na vida das crianças.  A maior parte dos pais não consegue conversar com os filhos tanto quanto esse gama de informações que ele recebe através da televisão e de outros canais de comunicação. A criança brasileira é a que mais assiste TV no mundo, de acordo com o IBGE. 
Crianças que criam o hábito de consumir desenfreadamente e inconsequentemente, criam valores distorcidos num mundo onde o lema é adquirir e descartar. Indivíduos conscientes e responsáveis são a base de uma sociedade mais justa e fraterna.
Sendo assim, cabe aos pais ficarem firmes e ter a conscientização de que presentear não significa amar. Muitas vezes, alguns minutos de carinho e conversa com seu filho, vale mais do que qualquer presente do mundo.
 
Edna Paixão, Pedagoga, Psicopedagoga, Administradora Escolar, Fundadora e Diretora do Centro Educacional André Luiz.
Rua Miguel Rangel, nº 306 – 316 Cascadura
Tel. 3390.6930 – 3903.2202


Fonte : http://www.artigonal.com/educacao-artigos/consumismo-infantil-como-lidar-com-esse-invasor-1116102.html